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Archive for Dezembro, 2011


De 14 a 31 de Janeiro

Inauguração – 14 de Janeiro de 2012 | 16h00

Biblioteca Municipal do Barreiro 

 

Após a assinatura do Contrato de Doação de 13 telas a óleo entre a Câmara Municipal do Barreiro (C.M.B.) e o artista barreirense António Patacas, a C.M.B. irá inaugurar, no próximo dia 14 de Janeiro, pelas 16h00, naBiblioteca Municipaldo Barreiro uma exposição com as mesmas.

 

Estas obras, de estilo naif, recriam ruas e lugares do Barreiro antigo. Podem ser apreciados o “Largo do Rompana”, o “Pátio dos Bichos”, a “Calçada da Misericórdia”, a “Rua da Amoreira”, a “Rua José Relvas” e as travessas do “Alto do Hospital”, do “Loureiro”, de “S. Francisco” e do “Asilo D. Pedro V”. Estas 13 obras foram doadas à CMB pelo próprio artista, a 23 de Dezembro de 2011.

 

António Patacas nasceu a 13 de Outubro de 1921 numa casa no Beco de S. Francisco, no Barreiro antigo. Cresce no seio de uma família numerosa de 21 irmãos. Começa a ler sem nunca ter frequentado a escola oficial e inicia-se no mundo do trabalho com oito ou nove anos de idade, numa fábrica de cortiça junto ao antigo Asilo D. Pedro V. Mais tarde, trabalha na fábrica do Herold, na Recosta, e na Cordoaria do Nicola. Em 1932, com 11 anos de idade, entra para a Companhia União Fabril (CUF), nomeadamente para a fábrica de adubos. Com 13 anos, vai para as obras como servente, já como efectivo da CUF.

É depois transferido para o “Armazém do Valente” e, mais tarde, para o escritório técnico do Barreiro. É-lhe atribuída a categoria de empregado de escritório de 3ª classe. O exame da 4ª classe foi feito durante o serviço militar. Após 40 anos ao serviço da CUF reforma-se.

O interesse pela fotografia começa muito cedo e a qualidade do seu trabalho desperta o interesse de Augusto Cabrita. O conhecido fotógrafo contrata-o para o seu escritório e António Patacas começa a fazer reportagens fotográficas de casamentos e baptizados.

Tem interesse por várias formas de arte, entre as quais a pintura e o artesanato. A sua obra pictórica é marcada pelo preto e o branco. É dessa forma que recorda o Barreiro da sua infância.

 

 

 

Horário de funcionamento da Biblioteca Municipal:

2ªfeiras das 14h ás 17.45

De 3ª a 6ª das 9.30h às 22.30h

Sábados das 9.30h às 12.30h e das 14h às 17.45

 

Para mais informações:

Casa da Cultura da Quimiparque

DCPHM – Divisão de Cultura e Património Histórico e Museológico

Da Câmara Municipal do Barreiro

212070578 ou cultura@cm-barreiro.pt

 

 

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Desenhos à Escala de Kardashev

Exposição de Desenho de Miguel Amaral e Ricardo Guerreiro

 

até 21 Janeiro

na Galeria Municipal de Arte do Barreiro

Como se podem ligar, através das imagens, diversos tempos e ordens de grandeza que, aparentemente, pouco ou nada têm em comum?

A presente exposição propõe – numa primeira abordagem – explorar a dualidade da esferográfica como instrumento de comunicação escrita, popular e de uso corrente, mas também como instrumento nobre, versátil e detentor de características privilegiadas para a prática artística do desenho. Numa segunda abordagem conceptual, é explorada a temática do futuro como linha condutora e elo de ligação entre os diferentes trabalhos e diferentes autores. Os cerca de trezentos desenhos a esferográfica que integram esta mostra, pretendem assim revelar a existência de algo paradoxal na descrença de um futuro melhor, sendo essa descrença que nos impele, simultaneamente e de forma quase encantatória, ao encontro do mesmo.

A dialéctica entre presente/futuro cosmos/caos está presente, por exemplo, na série de 23 desenhos (Miguel Amaral) que sugerem a definição de um novo alfabeto; uma linguagem desconhecida propagada através de pequenos recados para o futuro – um futuro post-it (“post information technology”). São desenhos que, centrados numa estética maioritariamente abstractizante e, obedecendo a um traço e método meticulosos, de rigor quase maquinal e a um diálogo entre elementos geométricos e biomórficos, procuram antever a existência de novas formas de vida.

Numa série de outros desenhos (Ricardo Guerreiro) essa procura assenta na figuração, no jogo entre o antropomorfismo de figuras monstruosas e/ou na grotesca transfiguração de figuras humanas. Frequentemente as figuras assumem papeis, praticam actividades quotidianas em paisagens/cenários de quase impossível sobrevivência; como se só uma nova forma de civilização, de humanidade, de futuro, conseguisse conservar aquilo que entendemos como Vida. Os trabalhos de maior dimensão conseguem, de forma mais expressiva, recriar um ambiente que sugere invariavelmente que algo de errado aconteceu ou está prestes a acontecer diante dos nossos olhos.

A expressão desenho à escala pode aqui definir-se, como a razão entre a escala do próprio desenho (desde o elemento celular abstracto, à figura humana, ao objecto, ao cenário) e a escala real do que é representado. O título da exposição – Desenhos à Escala de Kardashev – associa assim, deliberadamente, a imanência de um futuro alternativo, à execução técnica do desenho e à noção de escala que o mesmo encerra – como aquela conceptualizada pelo astrónomo Nikolai Kardashev. Convém explicar que a escala de Kardashev, embora teórica e especulativa, pretende medir o nível de avanço tecnológico de uma civilização, colocando o consumo de energia de toda a civilização numa perspetiva cósmica. Nela definem-se três categorias: a de Tipo I, Tipo II e Tipo III, com uma intensidade crescente, consoante a quantidade de energia que uma civilização tem ao seu dispor e o seu grau de colonização espacial.   

A noção de uma escala invisível, indefinida e especulativa, que nos fala de um futuro mais ou menos próximo é, assim, utilizada e proposta como veículo para a interpretação e ligação entre os diversos trabalhos, na esperança de que a nossa pergunta inicial seja respondida no fim da visita à exposição.

Barreiro, Dezembro de 2011

Ricardo Guerreiro e Miguel Amaral

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Encontro “Educação, Arte e Escola”


18 Dezembro 2011 | BARREIRO | NUCLEO artes plásticas

 

Será que ainda se mantém actual a pertinência de muitos dos estudos e teorias avançadas por alguns teóricos, mais efusivamente durante o séc. XX, sobre as funções cognitivas da arte?

”De que tipo de conhecimento é portadora a experiência artística?”

Respondendo á questão: é a educação pela arte uma experiência datada? Lucília Valente e Cristina Lourenço afirmam, quanto à formação específica na área das expressões artísticas nas Escolas Superiores de Educação, que “muitos dos pressupostos defendidos pelo movimento de educação pela arte em Portugal, no início da década de setenta, permanecem actuais, quando traduzidos numa formação de professores que incentiva a inovação e se baseia na criatividade e autoconhecimento.”

Qual o papel e a importância que o ensino da arte e da estética tem nas nossas escolas? A educação artística nas escolas terá todos os recursos humanos, materiais e de tempo suficientes para que o ensino das artes cumpra o seu papel de harmonizador e de aprofundamento da identidade individual e cultural das crianças e dos jovens?

Programa:

Painel 1 – 10h00 às 13h00

Tema: Educação e Arte

Moderador: Francisco Palma (artista plástico)

10h00 Apresentação

10h15 Ana Soares e Anabela Rosmaninho (Formadoras de professores e professoras de Filosofia na Escola Secundária Augusto Cabrita, dinamizadoras do projeto de Filosofia para crianças do Agrupamento de Escolas Abílio Mendes

10h40 Pausa

11h05 Maria João Craveiro Lopes (Professora, investigadora e doutorandaem Estudos Artísticos na Universidade de Évora; Fundadora e Membro da Direcção do Movimento Português de Intervenção Artística e Educação pela Arte)

11h30 Jorge Moniz (Diretor Pedagógico do Projeto Formação Escola Jazz)

12h00 Debate

Almoço 12h30

Painel 2 – 14h00 às 17h00

Tema: Arte, Escola e Formação

Moderador: Fátima Romão (artista plástico)

14h15 Fernanda Martins (Professora na Escola Secundária dos Casquilhos)

14h40 Carina Silva (Diretora da Escola de Formação do Arte Viva e membro da direção)

15h00 Pausa

15h15 Luís Braga (Arquiteto, artista plástico e professor na Escola Secundária de Stº André)

15h40 Lurdes Lopes (Pós-Graduação em Gestão e Políticas Culturais na Universidade de Barcelona e Chefe de Divisão de Cultura da Câmara Municipal do Barreiro)

16h05 Rui Madeira (Artista plástico e Professor do Ensino Básico – 2º Ciclo. Efetivo na Escola D. Luís de Mendonça Furtado, no Barreiro.)

16h30 Debate

17h00 Workshop do Projeto Filosofia Para Todos (orientado por Ana Soares e Anabela Rosmaninho)

18h00 Encerramento

 

Artesfera – Associação de Artes Plásticas do Barreiro – Av. Escola dos Fuzileiros Navais -2830 Barreiro

NÚCLEO artes plásticas | Rua Calouste Gulbenkian, 10D- Alto do Seixalinho- 2830-048 BARREIRO

Telefone: 961367779 | E-mail: aaartesfera@gmail.com

Site: http://artesfera.wordpress.com/

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Janeiro

Dias 9, 10, 11 e 12 | Sessões às 10h e às 15h

Dia 13 | Sessões às 15h e às 21:00h

Casa da Cultura da Quimiparque

Filme:  “Yuri´s day” de Kirill Serebrennikov

2008, Rússia/ Alemanha

Legendado em português

Premiado nos Festivais de Roterdão, Locarno, Varsóvia e Socchi.

Ingressos: 1€

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Ingressos à venda no Posto de Turismo da C.M.B. (Mercado 1º Maio): 210 990 837

ou Casa da Cultura (no próprio dia)

Mais informações em cultura@cm-barreiro.pt ou 212 070 578

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Consulte aqui a nossa programação de cinema do 1º trimestre de 2012

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